quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Semente de Linhaça

 • Nomes populares: Linhaça, linho.
     • Nome científico: Linum usitatissimum
     • Família: Linaceae
     • Origem: Europa e Ásia
     • Parte utilizada: Sementes

     PRINCÍPIOS ATIVOS:
     • Mucilagens (Ácido galacturónico, 7 a 12%);
     • óleo gordo (cerca de 40% de ácidos gordos insaturados – ômega 3 e ômega 6);
     • proteínas (cerca de 23%);
     • lignanas (isolaricirresinol, pinorresinol, secoisolaricirresinol e matairresinol);
     • sais minerais e
     • heterósidos cianogenéticos (linamarina, linustatina e nicolenustatina).
     • Destaque para a presença de uma enzima chamada de linamarase.
     LINHAÇA E COMISSÃO E (ALEMANHA)
     A Comissão E Alemã corresponde a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Brasil.
     Em monografia da Comissão E Alemã é indicada a semente de linhaça para:
     1. Constipação crônica;
     2. Irritação do cólon;
     3. Diverticulite e
     4. Como cataplasma para processos inflamatórios locais.
     LINHAÇA E OS FITOHORMÔNIOS
     “As sementes de linhaça possuem o diglucóside secoisolaricirresicol que pela ação das bactérias da flora intestinal origina duas ligninas com propriedades estrogênicas, o enterodiol e a enterolactona.” (Cunha, 2007).
     Contudo, em outra obra encontra-se uma referência de que esta ação é fraca. Veja: “A semente de linho contém lignanos, que exibem fraca atividade estrogênica.” (Feltrow, 2000).
     CUIDADOS ESPECIAIS
     A linamarina é hidrolisada nos intestinos e libera o ácido cianídrico. Embora, há pouco risco de intoxicação, mas, o ácido cianídrico é altamente tóxico.
     Observação: a ingestão da semente íntegra não é liberada a linamarina.      Observar que a linamarase potencializa a liberação do ácido cianídrico.
     CONTRA-INDICAÇÕES
     A semente de linhaça é contra-indicada para os seguintes casos:
     1. Estenose esofágica, pilórica ou intestinal.
     BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
     Cunha, A. da Proença, et al.; PLANTAS NA TERAPÊUTICA – FARMACOLOGIA E ENSAIOS CLÍNICOS; Fundação Calouste Gulbenkian; Lisboa – Portugal; 2007. Págs. 305 – 306.
     Feltrow, C. W.; Avila, J. R.; MANUAL DE MEDICINA ALTERNATIVA PARA O PROFISSIONAL; Guanabara/Koogan; Rio de Janeiro; 2000; págs. 457 – 460.

* Por Gilson Giombeli
www.harmonianatural.com.br
 

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