sexta-feira, 14 de março de 2014

Terapia TFT



 
Não é Uma Terapia onde só se ‘Conversa’


Quando um garoto de 17 anos de idade foi parar em uma cadeira no meu escritório, eu soube, naquele momento, que o TFT era a melhor terapia para ajudá-lo. Vítima de violência pelo seu "cuidador", ele é um garoto Africano – americano quieto, muito engajado e educado!
Ele também nasceu com Síndrome de Down e Autismo.

Vive com seus pais e a sua pequena irmã em Los Angeles e, para se comunicar, usa a língua dos sinais e um quadro branco para soletrar, letra por letra, qualquer palavra que ele queira dizer – como sua produção verbal nem sempre combina com o que ele quer dizer. Ele também usa a linguagem dos sinais (soletrar pelos dedos) e um pouco da Linguagem Americana dos Sinais.

Por causa do nível moderado de retardo mental que ele tem, eu sabia que a terapia tradicional não iria ajudá-lo a se recuperar do trauma. De fato, a terapia tradicional, que usa da fala, nunca é usada por mim para tratar indivíduos com deficiências cognitivas. Todavia, eu descobri que o TFT pode ter um efeito rápido e efetivo.
 
Na nossa segunda sessão eu coloquei o TFT em ação, tendo preparado os pais para a aproximação diferenciada, ainda não verbal, que eu havia planejado. Esse jovem precisava de um modelo, de assistência do pai e encorajamento para participar do tapping, mas ele não queria ser, definitivamente, a única pessoa da sala que não estava usando o tapping!

Eu pedi para que o pai fizesse a sequência inteira do tapping enquanto focasse no trauma e depois passasse o tratamento para o menino, tocando-o após o primeiro tratamento.

Depois de apenas uma sequência, ele foi capaz de aplicar a sequência em si mesmo.  
Após a terceira sequência de tapping – na verdade, antes de terminar a sequência final – ele começou a bocejar e a dar risadinhas. Eu soube, então, que ele estava se sentindo melhor.
Apenas para checar seu progresso quanto ao trauma, eu pedi para que ele pensasse novamente no evento traumático, ele sacudiu a cabeça e riu. O trauma tinha acabado.

Concluindo a sessão, enquanto eu estava levando-os para a saída, ele virou, pegou a minha mão firmemente e a sacudiu dizendo, "Bom trabalho!"

Seus pais me olharam maravilhados! Ele nunca tinha feito isso antes! Entretanto, eles sempre diziam para o menino, "Bom trabalho", quando ele fazia algo bem, só que nunca tinham o visto usar esse termo, principalmente no contexto certo!
Desde aquele dia, sempre que estávamos em uma sessão e ele sentia que precisava de ajuda, começava a aplicar o tapping no ponto da sobrancelha (is) e assim seguindo a sequência em diante. Quando ele começava a bocejar eu sabia que nós havíamos concluído.

Ele não tinha pedido para que eu perguntasse o que o estava incomodando, primeiramente, porque eu não precisava saber – e também porque usar palavras desse modo era difícil e tedioso para ele.

Seus pais estavam excitados com a sua melhora e aprenderam muito sobre o TFT e a sua aplicação para os seus próprios traumas e raiva a cerca do evento traumático. É claro, eu estava completamente emocionada com o efeito do TFT e a alegria do seu espírito.  
 
- Nara J.Baladerian, PhD

 ***Esse texto foi retirado do livro:

                                   Estimulando os Caminhos da Energia do Corpo

É o último livro lançado pelo Dr. Roger  e Joanne Callahan sobre o TFT (Thought Field Therapy - Terapia do Campo do Pensamento) uma compilação de casos tratados por terapeutas de TFT.
Tradução: Leandro Percário.

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